domingo, 11 de março de 2012

Pedalando...

Desde o ano passado tenho me arriscado num esporte que eu costumava ser craque quando eu era pequena: pedalar! Sim, isso mesmo, andar de bicicleta... Eu era boa nisso, juro! Mas os anos passam... e as coisas mudam! risos...

O episódio ciclístico trágico foi ainda em 2011, enquanto eu viajava com mainha (ói eu exercitando meu sotaque baiano, risos). Tudo começou quando mainha me deu de presente ir numa viagem Itália e Grécia com ela. Presente chique! Mainha é retada! (Inclusive vou pagar os dias que tirei de férias pra viagem agora, nas próximas férias, afinal, tudo tem seu preço, né?)

Quando eu entrei no navio pensei logo: me lenhei! Que eu vou fazer aqui, presa, nesse navio? Chorei horrores...Aí, como não tinha jeito e nós já estávamos lá, fomos escolher a excursão do dia seguinte... A primeira parada era em Bari, no sul da Itália. A cidade litorânea era convidativa. E pensei: o que poderia ser mais diferentinho e melhor numa cidade litorânea em pleno verão europeu sem ser ir pra praia? Andar de bicicleta!!! Ciclovia a beira mar... Uma brisa, etc... Acredite: minha mãe TOPOU! E achou ótima a ideia!

No dia seguinte, preparamo-nos para o passeio. Almoço light, tênis, e lá fomos nós nos reunir com os outros atletas! E fui logo vendo que a ideia não era bem aquela que eu estava pensando. Eu não andava de bicicleta tinha bem uns 10 anos. Mainha não pedalava há mais tempo que eu. Quando fomos ver do que se tratava o passeio, já era tarde.

Num segundo, a guia, uma italiana destemida, deixou o porto e seguiu na frente, pedalando muito rápido. O grupo todo seguindo atrás, de boa. E eu? Hahahaha... Eu tive noção que ia ser um mico histórico! Eu já comecei semi-caindo. Quando vi, estávamos no meio de uma avenida, disputando com os carros. Os outros "colegas" de excursão, europeus, acostumados a pedalar em avenidas. E eu, que só pedalei quando guria, na praia ou nas ruinhas do condomínio, comecei a entrar em pânico! A pergunta que não saia da cabeça era: o que eu tô fazendo aqui?!

Além das avenidas, dos carros, o percurso contemplava ruazinhas pitorescas, de pedra, desviar de muitas pessoas, ladeiras, e precisava exatamente do que eu não possuía naquele momento: habilidade e agilidade, risos. Virava e mexia, mainha que ia na frente ficava preocupada e eu gritava para só ela entender: tô aqui, mainha!!! Um ciclista auxiliar, que tomava conta dos retardatários, era a minha salvação, risos... Toda vez que eu caía (que era quem mais caía na excursão, risos) ele parava e esperava eu me organizar pra recomeçar...

Demorei quase três horas para me adaptar ao susto e ao passeio, que durava quatro horas, risos. Vencido o medo e depois de um sorvete de flocos e muita água, eu estava pronta para retornar ao navio, vitoriosa! Claro que voltei com a perna ralada e alguns hematomas de brinde para garantir a história. E passada essa aventura, nada mais que viesse daquele navio nos derrubaria. Ganhamos a viagem! E nos enchemos de coragem! Ah, e mainha chegou a uma conclusão óbvia: não basta ser mãe, tem que participar!

Hoje, ando de bike quase todos os domingos. Nos primeiros dias, eu ainda ocupava o posto de retardatária... e voltava pra casa ainda tensa, de segurar o guidão com força por conta do medo de cair... Agora eu até que estou indo direitinho... A meta é um dia completar a ciclovia do Parque de Pituaçu, 15 km (já andamos 10km)... Pois é, a próxima viagem que me aguarde.


sábado, 22 de outubro de 2011

Pan pan pan pannnn!!!

Simmmmm....É claro que eu tô acompanhando o Panamericano em Guadalajara!!! Afinal, era a chance que eu queria pra ter assunto por aqui, rs...

Apesar de uma grande parte das pessoas não estarem nem lembrando que o Pan tá acontecendo (porque a Globo não está transmitindo), eu tô num fuso horario louco por conta dele. Gente que é rata de esportes como eu não perde nada! Quanto mais um Panamericano!

Bem, a natação ja deu seu show, o volei de praia tambem, e as meninas do volei de quadra. Alias, a desculpa pra não ir mallhar na sexta foi ter ficado vendo a final do volei feminino até tarde (levantar às 06h no horario de verão, com a chuva que tava rolando não era de Deus, não!!!). Então, Viva o vôlei!!!!!

Estamos bem no quadros de medalhas, mas agora que a parte da natação acabou, como ficaremos sem a ajuda de Cielo e sua turma?! Senti pena de não ter assistido a ginástica ritmica. Acho lindo! E veio medalha... Tô agora acompanhando o futebol feminino... 0x0... Será que vamos ser 1o. do grupo?!

Pan pan pan pannnn!!!!!
Quem viver, verá... Hahahahahaha

domingo, 9 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rallye do Batom

Eis que, séculos depois, estou aqui, já em paz com meus fantasmas e voltando ao tema real desse blog: esportes. Quer dizer, a minha falta de talento para esportes... (Vez em quando eu penso em tirar o blog do ar... só alguém muito sem noção como eu pra expor sua própria falta de habilidade para qualquer coisa que seja num lugar público... depois eu lembro que só umas 5 ou 6 pessoas realmente lêem esse blog -  se é que estas já não desistiram depois de vários posts que fogem ao tema e de 3 meses sem postagens - e eu relaxo, rs...).

Gente, esse fim de semana eu tinha plena certeza que a meu senso de direção não apurado estaria em questão. O convite era pra participar do Rallye do Batom. Do Batom?! É. O que caracteriza esse rallye é que ou o piloto ou o navegador, ou ambos, devem ser mulheres. Aí é que mora o charme do negócio! Óbvio que, mesmo tendo conhecimento do meu senso de direção desnorteado, eu aceitei, né?! Mas dividi a responsabilidade com mais 2 charmosas (uma que era a nevegadora oficial - mas que não podia baixar a cabeça pra ler uma planilha louca que eu vou explicar mais na frente, risos, e outra que não dirige!) e, DEUS EXISTE, com um piloto que realmente sabia dirigir. Não que eu não saiba - acho até que eu nem sou tão barbeira assim - mas o piloto era dos bons!

Fez a conta? 4 pessoas no veículo: 1 piloto, 1 navegadora, e 2 Zequinhas! Simmmmmm... Zequinha é o equivalente ao "café-com-leite" dos jogos, aquele que vai só participar da brincadeira para ser integrado na história, pra não ficar de fora, não ser excluído do jogo, rs. Eu fui de Zequinha, né?! Claro! Pena que não guardei a pulseirinha de identificação vermelha, com o nome Zequinha escrito em letras garrafais, rs.

Voltando à conta: 1 piloto + 3 navegadoras (devido às circunstâncias, a essa altura as 3 já eram navegadoras, rsrs) sem direção = A GENTE SE PERDEU!!! E logo no começo!!!! Seguinte: aquela planilha de rally é coisa de maluco... tem uma coluna com a marcação do hodômetro (nunca eu ia saber que aquele botãozinho onde eu zero a quilometragem no carro se chamava Hodômetro!!!! vivendo e aprendendo, rs), outra com um desenhozinho indicando direita, esquerda, curva brusca, etc., outra com a velocidade, outra com o tempo exato que se deveria passar pela marcação do hodômetro, e até onde me lembro, uma coluna com a referência, textinho escrito que dava alguma dica. Resumindo: pegadinha do malandro! Eu falava que era pra zerar o cronômetro, quando era o hodômetro, e perguntava o tempo no hodômetro, rs... Uma comédia! hahahah...

Detalhe: a parte da dica foi exatamente a que a gente não informou ao piloto... por isso que a gente se perdeu. Mas essa foi a parte emocionante da história, rs. A prova, que era de regularidade, passou a ser contra o tempo... Felizmente, pelo menos o piloto sabia o que estava fazendo! rs...

Depois de muita poeira, muitas descidas com erosões (que carinhosamente eram chamadas de EROS pela planilha, rs) eis que conseguimos nos organizar no tempo-espaço. Depois de mais ou menos umas 2h e meia de prova, a grande revelação: eu, o cronômetro e a planilha éramos quase amigos de infância! Juroooooo!!!! Nem eu acreditava! Chegou uma hora eu dizia a marcação do hodômetro e fazia a contagem regressiva do tempo exato que a gente tinha que passar por ela! Eu praticamente nasci pra isso de ser navegadora de rally!!!! Fiquei chocada quando, no resultado,veio lá que a gente passou 1 centésimo de segundo a menos da hora exata que deveria ter passado pelo ponto...

O domingo foi muito feliz! E, apesar do piloto ser de primeira, terminamos em 5º lugar na categoria (acho que por conta das navegadoras de primeira viagem). A propósito, já estamos nos organizando para o próximo Rallye do Batom! A equipe já definiu concorrer também com o carro mais bonito da prova. Aguardem!

Nosso veículo, já sem placa!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fantasmas...

De novo e mais uma vez, um tema que tem absolutamente NADA a ver com o blog, rs. Mas o blog é meu e eu invento de escrever o que eu quiser. Ninguém lê mesmo, risos. O tema é: o que fazer quando os nossos fantasmas (re)aparecem? Como lidar com eles? E principalmente: o que fazer quando o fantasma dos outros acaba flertando com a gente... Bem, é o que eu mais tenho me perguntado atualmente.

Juro que eu meio que menosprezava isso de fantasmas... Sempre tive os meus, mas nunca os levava muito a sério. Há 2 anos minha mãe teve um câncer de mama e, de lá pra cá, compartilhamos do mesmo fantasma. E a cada novo exame o fantasma "câncer", que não é nada camarada, vem rondar a gente, fazer inferno com nosso sono, tirar nossa paz. Mas o que fazer pra não entrar na piração, eu ainda não sei.

A idéia é não deixar minha mãe pirar. Ela deprime, fica em pânico e perde o chão a cada nova bateria de exame e a cada vez que se fala em cirurgia de mama. Não é pra menos. E por pouco eu não embarquei na loucura junto. Passamos um carnaval inteiro chorando por um resultado de biópsia que, depois, descobrimos que estava errado. Tanto choro em vão...

Agora, com a doença controlada, surge, talvez, a necessidade de uma nova cirurgia. Mas não por conta do câncer, e sim da prótese. Minha mãe não teve nem coragem de abrir o exame, risos. Até fui ao encontro dela pra ver se eu dava coragem a ela. Mas ela não estava em casa, e disse que eu podia almoçar, que ela não ia abrir exame e que ia direto pro médico. Ok, pensei. Se ela que é ela, não estava pirando, não era eu que ia dar mesmo corda pra loucura de ninguém. Vou voltar pro trabalho logo que nem fico pensando nisso. E me mandei, risos. Aí, 5 minutos depois que eu saí ela liga querendo que eu a espere pra abrir o exame, risos. Ainda bem que eu não estava em casa.

É claro que eu torço pra que seja uma coisa mega simples, e minha intuição diz que é. Mas acho que com isso tudo aprendi a que cada um tem direito a seus próprios fantasmas e feridas. É olhar pra dentro e ver nossos próprios bichos, e tentar entende-los... domá-los? Não sei. Taí uma outra coisa que eu ainda não tenho muita habilidade: lidar com meus próprios fantasmas...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Reflexões à beira de um salto



Ontem, assistindo o Troféu Brasil de Atletismo, fiquei concentrada na competição dos saltos e fiquei viajando, risos... o que não é muito difícil, rs. Pronto, você pensa, lá vem ela com as maluquices dela... Acertou!!!

Fiquei pensando o que deve passar na cabeça do atleta ali, na hora de saltar... pegar mais impulso, correr o risco de queimar o salto, para buscar um salto melhor (maior)? ou buscar um salto sem tanto risco, com uma margem de segurança para não queimar, e fazer um salto "na média"? Em que momento ariscar e em que momento ficar na média? Como balancear isso?

Respeitando as devidas proporções, percebi que estou à beira de um salto... não sei qual o próximo passo: se arrisco tudo!!!! ou se fico na média... Não sei o que me faria mais feliz. Aí penso que estou na média faz um tempo. Não sou infeliz nem acho que ser feliz é todo dia toda hora pra sempre.

Mas sabe aquela hora que dá vontade de jogar tudo pra cima e arriscar mesmo? De falar tudo que está guardadinho nesse nó da garganta e que a gente não quer mais calar?! Vontade danada de correr o risco, tentar o melhor salto e de olhar pra trás e ver que a bandeira vermelha indicando que o salto queimou não está levantada... Faço o que???

Pois é... pensei tudo isso assistindo à transmissão do Troféu Brasil de Atletismo... Acho que de salto eu só entendo mesmo se for alto, tipo 15cm, rsrsrs...


PS: relendo meu post, hoje, 04 de outrubro,  lembrei do poema de Maria Rezende, que a Manu (que fez o layout desse blog) fala como ninguém:



O riscoo é só um traço
é a distância entre um prédio e outro
a diferença entre o pulo e o salto
O risco é riqueza e asfalto a percorrer
pode ser a pé, pode ser voar
o risco é o bambo da corda solta no ar
Dentro dele cabe cálculo cabe medo e incerteza
cabe impulso, instinto, plano
O risco é a pergunta te atacando ao meio-dia
é o preço do sonho pra virar realidade
é a voz das outras gentes
testando a tua vontade
Aceita-lo é saber que não existe estrada certa
linha reta, vida fácil pela frente
Mas que
asa
asa
asa só ganha quem planta no escuro do braço essa semente de poder voar.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Meu esporte favorito!!!

Cada dia mais se acentua em mim a minha falta de porte para esportes. A alucinada por jogos de futebol, vôlei, corridas de F1, tênis, mesas redondas, etc e tal parece que está mais adormecida do que nunca. E o “sem porte para esportes” vai ficando mais do que nítido na minha atual fixação: roupas!!!!!!

Sempre fui apaixonada por moda. Mas atualmente tô numa paixão tão frenética que tem deixado minha conta bancária não muito satisfeita. Meu esporte favorito? Ahhh... preciso confessar, risos... Desde pequena, quando minha mãe saia pra trabalhar e eu tava em casa sozinha, me trancava em seu quarto e vestia TODAS as roupas possíveis e imagináveis. Aprendi a andar de salto ainda guria, quando experimentava escondido os sapatos de minha mãe (sim, o gosto por roupas e moda é hereditário, genético!!!). Vestir roupas, montar looks, e ficar desfilando que nem besta na frente do espelho sempre foi o meu esporte favorito!

Não tinha asma, doença, magreza ou desculpa alguma que me fizesse deixar de praticar. Muito pelo contrário! A minha falta de porte para esporte era e-xa-ta-men-te o porte que eu precisava, risos. Hoje, dias mais tristes, dias de chuva, dias de nada pra fazer em casa, continuam um prato cheio pro meu esporte, risos. Vestir roupas, montar looks exóticos (os quais eu nunca usaria pra sair na rua, mas que me divertem), cogitar situações para usar as roupas, e ficar bobamente desfilando e – numa crise de auto-estima elevadíssima, risos – me achar bonita, é o tipo de esporte que eu mais feliz pratico!

Aí depois de escrever tudo isso, fico certa de que a minha falta de porte pra esporte não é, nem nunca foi, nenhum crime... e que esse blog não poderia ter outro nome... e que cada vez vai ter menos esporte por aqui...