Ontem, assistindo o Troféu Brasil de Atletismo, fiquei concentrada na competição dos saltos e fiquei viajando, risos... o que não é muito difícil, rs. Pronto, você pensa, lá vem ela com as maluquices dela... Acertou!!!
Fiquei pensando o que deve passar na cabeça do atleta ali, na hora de saltar... pegar mais impulso, correr o risco de queimar o salto, para buscar um salto melhor (maior)? ou buscar um salto sem tanto risco, com uma margem de segurança para não queimar, e fazer um salto "na média"? Em que momento ariscar e em que momento ficar na média? Como balancear isso?
Respeitando as devidas proporções, percebi que estou à beira de um salto... não sei qual o próximo passo: se arrisco tudo!!!! ou se fico na média... Não sei o que me faria mais feliz. Aí penso que estou na média faz um tempo. Não sou infeliz nem acho que ser feliz é todo dia toda hora pra sempre.
Mas sabe aquela hora que dá vontade de jogar tudo pra cima e arriscar mesmo? De falar tudo que está guardadinho nesse nó da garganta e que a gente não quer mais calar?! Vontade danada de correr o risco, tentar o melhor salto e de olhar pra trás e ver que a bandeira vermelha indicando que o salto queimou não está levantada... Faço o que???
Pois é... pensei tudo isso assistindo à transmissão do Troféu Brasil de Atletismo... Acho que de salto eu só entendo mesmo se for alto, tipo 15cm, rsrsrs...
PS: relendo meu post, hoje, 04 de outrubro, lembrei do poema de Maria Rezende, que a Manu (que fez o layout desse blog) fala como ninguém:
O risco não é só um traço
é a distância entre um prédio e outro
a diferença entre o pulo e o salto
O risco é riqueza e asfalto a percorrer
pode ser a pé, pode ser voar
o risco é o bambo da corda solta no ar
Dentro dele cabe cálculo cabe medo e incerteza
cabe impulso, instinto, plano
O risco é a pergunta te atacando ao meio-dia
é o preço do sonho pra virar realidade
é a voz das outras gentes
testando a tua vontade
Aceita-lo é saber que não existe estrada certa
linha reta, vida fácil pela frente
Mas que
asa
asa
asa só ganha quem planta no escuro do braço essa semente de poder voar.
é a distância entre um prédio e outro
a diferença entre o pulo e o salto
O risco é riqueza e asfalto a percorrer
pode ser a pé, pode ser voar
o risco é o bambo da corda solta no ar
Dentro dele cabe cálculo cabe medo e incerteza
cabe impulso, instinto, plano
O risco é a pergunta te atacando ao meio-dia
é o preço do sonho pra virar realidade
é a voz das outras gentes
testando a tua vontade
Aceita-lo é saber que não existe estrada certa
linha reta, vida fácil pela frente
Mas que
asa
asa
asa só ganha quem planta no escuro do braço essa semente de poder voar.


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