segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fantasmas...

De novo e mais uma vez, um tema que tem absolutamente NADA a ver com o blog, rs. Mas o blog é meu e eu invento de escrever o que eu quiser. Ninguém lê mesmo, risos. O tema é: o que fazer quando os nossos fantasmas (re)aparecem? Como lidar com eles? E principalmente: o que fazer quando o fantasma dos outros acaba flertando com a gente... Bem, é o que eu mais tenho me perguntado atualmente.

Juro que eu meio que menosprezava isso de fantasmas... Sempre tive os meus, mas nunca os levava muito a sério. Há 2 anos minha mãe teve um câncer de mama e, de lá pra cá, compartilhamos do mesmo fantasma. E a cada novo exame o fantasma "câncer", que não é nada camarada, vem rondar a gente, fazer inferno com nosso sono, tirar nossa paz. Mas o que fazer pra não entrar na piração, eu ainda não sei.

A idéia é não deixar minha mãe pirar. Ela deprime, fica em pânico e perde o chão a cada nova bateria de exame e a cada vez que se fala em cirurgia de mama. Não é pra menos. E por pouco eu não embarquei na loucura junto. Passamos um carnaval inteiro chorando por um resultado de biópsia que, depois, descobrimos que estava errado. Tanto choro em vão...

Agora, com a doença controlada, surge, talvez, a necessidade de uma nova cirurgia. Mas não por conta do câncer, e sim da prótese. Minha mãe não teve nem coragem de abrir o exame, risos. Até fui ao encontro dela pra ver se eu dava coragem a ela. Mas ela não estava em casa, e disse que eu podia almoçar, que ela não ia abrir exame e que ia direto pro médico. Ok, pensei. Se ela que é ela, não estava pirando, não era eu que ia dar mesmo corda pra loucura de ninguém. Vou voltar pro trabalho logo que nem fico pensando nisso. E me mandei, risos. Aí, 5 minutos depois que eu saí ela liga querendo que eu a espere pra abrir o exame, risos. Ainda bem que eu não estava em casa.

É claro que eu torço pra que seja uma coisa mega simples, e minha intuição diz que é. Mas acho que com isso tudo aprendi a que cada um tem direito a seus próprios fantasmas e feridas. É olhar pra dentro e ver nossos próprios bichos, e tentar entende-los... domá-los? Não sei. Taí uma outra coisa que eu ainda não tenho muita habilidade: lidar com meus próprios fantasmas...

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